sábado, 21 de julho de 2012

Retomada?

Pois é, o tempo passa e já que recuperar o tempo perdido  não dá, é melhor não deixar o atraso bloquear as novidades.
Portugal ficou no passado, já un tanto distante e inacabado. De lá pra cá muito, mas muitissimo trabalho mesmo e alguns passeios aproveitando as visitas dos pais ou a participação em congresso. Deixo as imagens falarem!

Primeiro (março) veio a bretanha, seus menires e mega tumolos de pedras empilhadas.




Depois (junho) foi pular o canal manchado e ver mais pedras, dessa vez dos misticos "hendges" a um dos maiores templos do rock


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Por fim, aproveitando a ida para um congresso (julho), aproveitamos para conhecer o famoso país cataro, seus castelos e igrejas.


Por  enquanto é isso. vejamos se retomo essas postagens.







domingo, 6 de novembro de 2011

Portugal dia 3 - Bragança e Vila Nova de Foz Côa

Passamos nossa noite em Bragança em um bom hotel familiar. Um quarto grande, com 4 camas acho. A cidade em si não nos atraiu nem um pouco. Fora a parte do castelo e o burgo (a antiga cidade medieval que cresceu no espaço entre o castelo e as muralhas externas que o circundavam) o local não tinha muito charme.
Rumamos para o castelo, na parte alta da cidade, em meio as ruas apertadas. Mal sabíamos que quando passássemos pelas muralhas nos depararíamos com um ruazinha estreita que tivemos pegar com o carro pra chegar até a praça central do burgo, onde se situa o castelo. Passamos debaixo os arcos que aparecem no fundo da foto e tudo! Esse aperto depois se tornou comum ao longo da viagem, até pior!

Vista a partir dos portões de entrada da cidade medieval.

Praça central, já dentro do burgo com a torre principal do castelo (o lugar é hj um museu militar q conta as glorias de Portugal).


Das muralhas do castelo da pra ter uma boa ideia do desenvolvimento urbano da cidade. Entre a muralha a partir da qual tiramos a foto e a muralha que vemos correndo à meia distância, se encontra o que chamei de burgo, a cidade que cresceu durante o perímetro medieval. Ao fundo está a Bragança moderna que falei não ter muito charme.


Se continuamos no mesmo ponto da muralha e damos uma volta de 180 graus a paisagem muda totalmente e vemos que o mundo rural não está longe da cidade.


Pra falar a verdade, mesmo dentro da área do burgo a gente ainda encontra boas parcelas de terra prontas pro cultivo.O pessoal todo que mora nessas casas mora dentro das muralhas da cidade medieval!!!

Como não poderia faltar a cidade tb tem seu pelourinho. Mas esse é especial pois esta assentado em uma pedra em formato de javali que se acredita ser muito, muito antiga.



Bragança foi nosso portão de passagem para o Portugal profundo, a parte que mais gostamos da viagem. A parti dali começamos a rumar para o Sul, nunca nos distanciando muito da fronteira espanhola (em alguns trechos parecia ter mais rádio espanhola que portuguesa!) Nosso primeiro destino foi uma cidadezinha chamada Vila Nova de Foz Côa. No caminho tivemos um gostinho da beleza que é o Alto Vale do Douro com suas infindáveis vinhas em terraços a beira do riozão! Realmente muito bonito!! Uma pena que não deu para explorarmos mais esse canto.
Nossa preocupação era chegar a tempo na cidade e procurar o museu pré-histórico antes que ele fechasse para que pudéssemos agendar uma visita ao parque que apresenta algumas das gravuras rupestres mais antigas da humanidade.
Vou dar uma resumida breve na história desse parque, que foi sem dúvida um dos pontos altos de toda a viagem. Algo realmente especial que é difícil resumir em palavras e que com certeza a Camila saberá falar melhor que eu (de todo modo fica aqui um site:http://www.igespar.pt/pt/monuments/53/).
Esse Parque Arqueológico se tornou Patrimônio da Humanidade em 1998, apenas 2 anos após sua criação (e 3 de descoberta das gravuras pela população portuguesa), um dos processos mais rapidos de nomeação e reconhecimento do valor histórico desse local pela UNESCO. A urgência se explica tb pelo contexto político. Mesmo se a população da região já sabia há décadas (senao há séculos) que a região abrigava uma grande quantidade de gravuras rupestres, o governo fez vista grossa e autorizou a construção de uma barragem, que inevitavelmente ira alagar e cobrir uma enorme parte desse patrimônio. Acontece que a empresa responsável pela obra e o governo não conseguiram esconder a notícia que logo se alastrou pelo país, despertando o interesse da população em proteger tão importante "sinal sensível da nossa presença no universo" (como diz a frase de G. Bataille que hj aparece nos postais vendidos na região - Pai, comprei um desse pra vc). O movimento de preservação foi tão forte e obteve um tão grande apoio do povo português que as autoridades não viram outra opção que não fosse o embrago das obras. O manifestação da população era forte pois partia de dois princípios simples e elementares. O primeiro: inegavelmente as gravuras eram um testemunho único da aurora da humanidade, portanto de valor inestimável; o segundo tinha a força de uma singela evidência, como dizia uma das frases de ordem da época: "As gravuras não sabem nadar!" (frase que, nesse contexto, é uma síntese do espírito poético português).
Assim, em tempo recorde o parque se estruturou e passou a receber visitantes. No ano passado abriram um museu moderno simplesmente estupendo, que absurdamente não nos pareceu tão visitado quando deveria. Claro a crise econômica atual não traz bons ventos.... A guia que nos levou para conhecer as gravuras disse que o parque tinha acabado de ser vendido para a iniciativa privada e que os cortes de verba e de pessoal já batem a porta..... (nesse museu temos uma outra historia sobre a maravilhosa gentileza portuguesa em contexto de crise, mas deixo pra Camila contar, uma vez que será ela a postar sobre nossa visita ao parque).
No aguardo da postagem das fotos e dos comentarios da Camila sobre as gravuras e a organização do museu, deixo aqui apenas umas fotos pra ilustrar o clima desse lugar único.

Calçadão central da cidade, por isso mais moderno. Uma cidade pequena, e pacata com senhoras nas portas das casas tricotando e vendo o movimento da rua.

Entrada do museu que imita uma fenda em paredes rochosas pra dar a impressão de que o museu é uma caverna (exemplo da eficacia e da beleza da linguagem museológica criada pra esse museu.

Vista da parte dos fundos do museu com o rio Côa e onde da pra se ver as vinhas em terraços que dominam toda a região. Se não me engano o museu tem um restaurante com essa vista!


PS.: SIm essa postagem esta mais detalhada que a anterior pq a Camila me me cobrou mais fotos e mais detalhes.


sábado, 5 de novembro de 2011

Portugal dia 2 - Braga e Guimarães

O dia começou cedo com um cafe da manha no hotel. Naquele momento o café nos pareceu bastante simples para o preço que estávamos pagando, mas quando voltamos ao mesmo hotel no final da viagem percebemos que comparando com os outros cafés que comemos no caminho, o do Porto não era ruim.
Desde esse momento percebemos uma outra ponte Brasil-Portugal: o pão parece levar bromato e fica com aquele aspecto de massa oca e meio quebradiça....
mas bem, depois do café fomo pegar o carro. A moça era meio confusa mas tudo correu bem. Tinha pago pelo modelo mais simples, mas como o carro nao estava pronto nos entregaram um modelo acima (o que foi bem bom pra esse trecho que tinha mais montanhas e precisava de um motor um pouco mais forte). Foi a primeira vez que usei uma companhia intermediaria pra alugar carros. A promessa dela era oferecer carros por preços mais baratos e com todos os seguro necessários. Parecia muito bom pra ser verdade, mas realmente funciona bem. Se alguém quiser algar com ele me avise que passo o site. Carro na mão seguimos em direção a Bragança (extremo nordeste de Portugal) onde deveríamos dormir.
No caminho fizemos algumas paradas. A primeira foi em Braga. Fomos mais pelo nome. Afinal, é normal ouvir falar de dessa cidade no Brasil. Além disso Braga era uma importante sede catedral. Quem estuda a historia de Portugal na alta idade média (primeira metade dos anos 600) já ouviu falar de um tal Frutuoso de Braga. Há muitos textos que falam desse bispo-monge-eremita. Éuma figura fundamental pra se conhecer aquele período da história.
Chegamos na cidade e como se tornou regra dali pra frente, paramos uma pastelaria (misto de doceria e padaria) pra comer uns pasteizinhos portugueses..... Logo na primeira rua nos deparamos com uma bela alameda floria de baixo de um céu azul que nos acompanho durante toda a viagem.


Enquanto a Camila olhava no mapa da cidade descobrimos pela primeira vez (o que o resto da viagem foi confirmando) que a genealogia da camila, ainda que ela nao saiba como, deve de alguma maneira passar por Portugal. Muita coisa ali lembrava os pais ou os avos delas: costumes, comidas etc. Mas entao, olhando o mapa da cidade nos deparamos com isso:

Rua no centro, do lado da velhíssima Catedral testemunhando a ocupação secular dos (D.) Diogo de Sousa no local!


Ficamos na cidade pouco tempo e já saímos pra continuar nossa viagem. No caminho paramos pra visitar a capela do Frutuoso de Braga que fica meio fora da cidade. Chegando lá descobrimos que ela tava fechada naquele dia, então só deu pra ficar vendo de fora. Uma pena, eu queria muit ter visto o interior dessa arquiterura bizantina na ibéria......

A viagem continuou e de tarde chegamos em Guimarães. Essa é uma cidade bem importante pros reis portugueses. Se diz que ali nasceu Portugal. Cidade charmosa com ruazinhas e praças gostosas.

Tem tb dois castelos bem interessantes. Um mais recente que estava fechado, e outro mais antigo que conseguimos visitar até o cume da torre. Na verdade era uma torre cercada por muralhas, um estilo mais antigo da arquitetura militar.

Esse castelo ao longe nao conseguimos visitar....
Já o castelo abaixo visitamos todo!!!




Saímos de Guimarães e enfrentamos umas boas horas de estrada, serpentando por estradas até chegar em Bragança, Trás-os-Montes. Uma pena que pegamos esse trecho já de noite e não pudemos ver a paisagem que dizem ser muito bonita....
Em Bragança logo arrumamos um cantinho pra dormir e descansar pra maratona do dia seguinte.

domingo, 16 de outubro de 2011

Portugal -Dia 1 - Porto

Pois bem, começo agora as postagens de nosso passeio pelo Portugal!!
As postagens serão dividias. Parte vai aparecer aqui, outra parte será a Camila (Mila para os intimos, Mi pros mais intimos e Cã só pra mim): http://camilaafrancesa.blogspot.com/.
É que a viagem foi ótima! Descanso pra mente e descobertas mil! quase 2mil km de estrada e cerca de 1200 fotos, em apenas 15 dias de passeio!! Conhecemos Portugal pelas entranhas. Do Porto à Bragança; de lá até Évora; depois Lisboa para finalmente voltar ao Porto. Tudo isso com muitas paradas em vilas de todos os tamanhos, das pequenas com 200 habitantes até as maiores com alguns milhares.
Mas comecemos pelo começo.
Chegamos ao Porto no meio da tarde e fomos pro hotel. O hotel pareceu bem simples, até meio caidinho quando chegamos. Quer dizer, pelo preço da diária esperávamos um lugar menos envelhecido, mas que no final da viagem se mostrou ser um belíssimo hotel. Alias "envelhecido" é uma boa palavra pra falar da paisagem urbana portuguesa de maneira geral. diferente de Paris, por exemplo, que é uma cidade velha, mas bem conservada, as grandes cidades portuguesas (e algumas pequenas tb) tem um aspecto bem envelhecidas, do que não escapam os alojamentos oferecidos aos turistas.
Bem, mal chegamos e já fomos pra rua visitar o que era possível. Começamos indo (e subindo) na torre dos clérigos que aparece na foto acima. Ela faz parte de uma igreja barroca que não tem nada de muito especial. Já a torre é bem bonita e nos apresentou um dos cartões de visita da viagem: a subida de longas escadarias apertadas onde quem sobre tem que dar passagem pra quem desce e vice-e-versa. os sinos tocam as 6 horas, se não me engano, uma musiquinha bem butininha!

Depois da Torre fomos andando. Descemos uma avenidona e já dei de cara com a primeira pastelaria (leia-se padaria). Botei o pé dentro e fui transportado pra uma das padarias em alguma esquina do Brasil! Logo de cara veio cheiro! igual o de lá! depois vi as vitrines, as formas dos quitutes e os quitutes eles mesmos como a coxinha!! estavam todos lá pronos pras N teorias antropologicas explicando as profundas relações que ligram Portugal e Brasil pelo estomago!
Andando um pouco mais vimos um igreja. A catedral do Porto!! Um das 3 (fora a de Lisboa e de Coimbra) em todo o Portugal a trazer na cara as marcas da (re)conquista. Vejam ai na foto abaixo bem atrás de nós se as torres da igreja, a rosacea pequena e a falta de janelas nao faz da igreja uma pequena fortaleza militar? É claro, nao podia falta tb uma das outras marcas registradas de Portugal: o pelourinho! è esse poste em espiral todo decorado ai do nosso lado. Toda cidade portuguesa, até as menorezinhas tem seu pelorinho. É o marco do exercício da justiça pelas autoridades de outrora. era ali que eram sentenciados os criminosos e muitos enforcados ou supliciados de outra forma. Em fim, é um eufemismo do mesmo tipo dos que nomearam alguns largos com o pomposo nome "da misericordia".
Visitamos a igreja com seu claustro em dois andares (um modelo de arquitretura que eu nao conhecia e que é comum em portugal). e segumos caminhando, descendo o morro de ondem impera a catedral, indo indireção ao rio. Logo abaixo da catedral ja fomos enveredando por vielas com seus predios de fachadas um tanto caidas e descascadas com roupas secando ao vento.
O dia terminou perto do rio. A essa altura já estavamos procurando um canto pra comer. Mas domingo no final da tarde estava tudo fechado entao demos meia volta subimos o morro em direçao ao hotel buucando um restaurante. Achamos um, bem ruim que tb apresentou outra marca do país: uma culinaria um tanto mais pesada e salgada do que manda nosso paladar. Uma comida simples, pouco sutil, mas sempre barata, farta e feita com ingredientes muito bons.




sábado, 15 de outubro de 2011

2 anos!!

Olha, uma coisa é certa: o tempo por aqui passa em outra velocidade, muito mais rápida!!!
Essa semana chego ao meio de minha jornada! Pois é, 2 anos já se passaram desde que sai do Brasil!
2 anos!!! metade da minha estadia!!! bah! sinal que de fato muita coisa aconteceu! muita coisa vivida! de inevitaveis mudanças nos olhos! e da certeza que o pior e o melhor ainda estao por vir!
Bem, pra comemorar a data vou começar uma série de postagens sobre nossa passagem por Portugal. Viagem maravilhosa cheia de descobertas! Vou fazê-la com calma, a conta gotas pq foram mais de 1200 fotos, cerca de 2000 km rodados. Entre esse Blog e o da Camila colocaremos bastante do passeio. aproveitem com moderação!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Somos todos drogados: o olhar de quem descobre o café aos 32 anos

Essa semana, em função de compromissos do metier e com a ajuda da famosa Nespresso que a Camila ganhou, acho que adquiri um vicio e entendi melhor como funciona nossa sociedade.
Pra vencer o cansaço físico e mental de um dos meus muitos bloqueios de escritor, que alias tem ficado cada vez mais sérios e afetando mesmo minha comunicação de base (mas isso é outra história), decidi apelar para o café na última esperança de em 2 dias escrever um texto de cerca de 10 páginas a ser lido em um colóquio franco-anglofono.
Se hj escrevo esse relato é porque no final tudo deu certo. Mas esse não é um blog-CV, é um blog que está mais para um caderno de antropólogo, ou algo do gênero.
Em fim, descobrir o efeito do café no nosso corpo quando já passamos dos 30, faz a gente perceber como é a vida contemporânea com e sem esse estimulante.
Me lembro certa vez de ter lido que a dopagem não era apenas um fenômeno do mundo dos esportes de alto desempenho; ela existe também no meio profissional em geral e acadêmico em particular. O autor falava dos 'anabolisantes cerebrais': estimulantes, energeticos e outras drogas capazes de melhorar a memória e o raciocionio do usuário.
Me lembro ter achado interessante a reportagem e me dizia que deveria ser verdade, uma vez que a paixão vaidosa pela competição poderia mesmo levar a tais deslizes químicos.
Et voi-là que encontro no café todos esses efeitos. E mais. Encontro também um certo animo, uma energia meio incontrolada, quase eufórica. Ou seja experimento no corpo e comprovo na carne os efeitos benéficios desse química legalizada.
Além de terminar o famigerado texto e experimentar essa energia que meu corpo não era capaz de criar sozinho, comecei a reparar nos outros colegas que estavam no colóquio e a lembrar daqueles que ali não estavam e percebo que seria impensavel começar o trabalho sem café. Não é só uma questão de vontade, ou do sono da manhã, é um ritual que visa expandir os sentidos, ou mais cientificamente, desbloquear os neurônios.
De toda maneira, fica aqui a sugestão (que eu mesmo fiz e foi bem divertida). Quando estiverem com os amigos, em casa, no trabalho ou onde for que estejam e alguém sugerir um cafezinho, troquem na frase a palavra "café" por alguma outra droga ilegal que circula por ai e vejam se socialmente existe alguma diferença.

Um brinde a essa dependência, sem a qual tavez algumas das grandes invenções e dos grandes pensamentos do século XX não existiriam....

domingo, 24 de abril de 2011

tempo 1

Ufa ufa!! Tudo a mil!
Tempo! Tempo! Enquanto espero chegar o tempo de conseguir escrever, indico aqui a leitura do blog da Camila que atualizado está com nossas ultimas peripecias.
bjz