sábado, 31 de julho de 2010

Norte

A Normandia é conhecida por ter sido palco do desembarque norte-americano no fim da segunda Grande Guerra. Mas a historia militar ai é longa. Os escandinavos que conquistaram a região (Normandia vem de línguas antigas para “homens do norte”). A igreja da foto me parece ser de forte influência escandinava (a confirmar). Depois foram os senhores da região que atacaram e conquistaram a Inglaterra.
Em meio a toda essa história fomos eu e Antonio ver as belezas naturais daquele lugar famoso por suas falésias. Escolhemos uma pequenina cidade balearea chamada Étretat. Cidade muito charmosa com uma pequena praia de pedras branca onde molhei meus pé e minhas mãos pela primeira vez nessas águas do norte.
A visita foi breve mas deixou boas lembranças de uma paisagem com muralhas gigantescas de um branco forte contrastando com a cobertura verde do topo e o mar claro embaixo. No meio, sempre uma gaivota passando e inundando os ares com seu canto.





















Sul

No Sul tudo é diferente. O pessoal que estuda a história européia fala mesmo de uma Civilização do Mediterrâneo, como algo singular e diferente dos povos do norte. É verdade de que dessa região eu só conhecia a Grécia, que pra mim já mezzo oriente mezzo ocidente.
Mas ao romper a fronteira de Lyon tive que reconhecer a força desse novo mundo que se abre. O solo muda. As planícies e planaltos com doces elevações dão espaço a irrupções abruptas de rochas e vales ásperos razoavelmente altos e profundos. A rocha mesmo muda, fica mais branca, mas seca, mais.... mediterrânea. A vegetação muda tb. Fica mais rarefeita e seca. Comecei a entender por o arado utilizado no mediterrâneo teria atravancado a economia européia por quase 1000 anos: o equipamento pra revirar essas terras tem necessariamente que ser diferente ao norte. Mas não era só nessa concretude terra-terra que a diferença se fazia presente. Ela se manifestava tb em coisas mais etéreas como o céu mais azul e com menos e mais altas nuvens, uma luminosidade diferente. Por fim até o jeito das pessoas dessas terras pareciam diferentes das do norte. Por tudo isso posso dizer que as fotos abaixo mostram um outro pais que existe dentro da França e que me foi aberto pelo convite de meu irmão a experimentar as coisas e as pessoas locais. Muitissimo obrigado!!!
Em Aix-en-Provence as ruazinhas do centro trazem os nomes em francês e em provençal (uma mistura italiana) mostrando que estávamos chegando em um novo pais.

Ai tb descobri uma jóia da história arquitetônica da igreja. A catedral de Aix possui 3 naves: 1 romanica (século XII), uma gótica (século XIII-XIV) e uma barroca (fim do século XVII). Além disso possui um dos pouquíssimos batistérios galo romanos remanescentes (século V), dá época que o batismo era feito em uma pequena piscina localizado fora da igreja.
Essa igreja, que ainda tem em suas paredes e solo marcas do fórum e do cardum fundador da vila romana, me mostrou como esse mediterrâneo é ainda fortemente romanizado, diferentemente do norte da Europa. Por fim, a igreja possui um pequeno claustro do século XII onde os cônegos iam para se refugiar das atribulações do mundo e onde hj podemos encontrar um interfone usado para chamar os religiosos em seus quartos....

Em Aix fomos recebidos pelo Nicolas e pela Nadia. Ele é francês amigo do Pablo e profundo amante do Brasil e do futebol. Ela é brasileira e de uma extrema gentileza. Fomos muito bem acolhidos e paparicados, com direito a café da manhã na varanda sob o sol e com vista para uma paisagem arborizada ( o que não é pouco para quem passou um duro inverno em Paris!!!).


Com direito a visita a Marselha (fundada por gregos nos idos de 600 antes de cristo),


aos Calanques (uma série de portos naturais rodeados de falésias)


e um jantar há beira da praia onde pude pela primeira vez molhar minhas mãos na sagalda água do mediterrâneo.



Uma etapa da viagem terminando ai, iria começar uma outra teoricamente mais trabalhosa. Iríamos encontrar dois professores colegas do Pablo que nos receberiam em suas casas. Primeiro fomos recebidos pelo Kaes em sua casa para um almoço, mas que antes nos mostrou a montanha rochosa Saint Victoire, imortalizada por pintores com Cézanne.



Depois seguimos com Claudinne para Issambres na região de St Tropez. Uma bela casa com piscina e tudo situada no alto do morro. Assim como os outros habitantes locais, a Claudinne nos recebeu de forma bastante calorosa e nos levou para conhecer lugares bem legais. Foi ali que pela primeira vez me banhei no mar Mediterrâneo e onde comi a melhor Tarte Tatin da minha vida (tudo sem fotos...)!!!! Por fim, fomos conhecer a famosa Saint Tropez.Cidade bonitinha com suas praias cinematográficas .



Lugar de uma chiquesa que chega a incomodar com suas, ferraris, lamborgines e bentles (se é assim q se escreve...) e suas dúzias de barcos de 3 e 4 andares que valem cada um uns 2 milhões de euros.


A riqueza extrema, contrasta com os pedintes sentados ao lado do caixa automático, como se esperando pelas migalhas que podem escapar do bolo que não lhes pertence. Tudo isso sem violência. E nós falando que o problema do Brasil é a desigualdade social.... fosse isso, Saint Tropez não existiria....


Por enquanto é isso. A seguir, o outro extremo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Proporções

Hoje finalmente fiz algo queria há muito tempo: transpor as dimenções de Paris sobre São Paulo. O resultado é o seguinte.
Como a Sé é equivalente à Notre Dame de Paris (isso é, o marco zero da cidade), se São Paulo tivesse o mesmo tamanho que Paris tem, os seus limites (que separam SP da Grande SP e Paris do que chamam por aqui de Periferia – e por onde passa o rodo-anel deles) seriam:
ao Norte: Campo de Marte;
a Leste: Mooca profunda, já perto da Água Rasa;
ao Sul: eixo Parques Ipiranga-Ibirapuera;
a Oeste: Sumaré-Perdizes.

Outra relação: a distancia daqui de casa até o centro de Paris equivale à distância da Sé até:
ao Norte: Marginal Tietê
a Leste: começo da Mooca;
ao Sul: Vila Mariana;
a Oeste: Hospital da Clinicas (ou ainda apartamento Pablo-Gorete)
Boas localizações pra vcs.
(PS.: Embreve postarei um relado de minha descoberta do mediterraneo!!!)

domingo, 18 de julho de 2010

Verão

Faz tempo que não postava. Nesses ultimos 30 dias passei por inverno e verão. O trabalho anda pouco mas a diversão é muita.


O calor aqui pode ser bem forte. Os dias bonitos. As pessoas na rua até bem tarde. Uma outra cidade. Outra cultura. Tudo novo a gostoso de descobrir.

Essa semana irmão e cunhada estão por aqui e pudemos passear pela cidade e até ver Chartres sob o sol. A partir de amanhã rumamos para o sul conhecer a Costa de Ouro. Pela previsão termos calor; otimo! QUem sabe dá até praia!!!
O verão ainda terá outras histórias. Terá Camila, Karina e patotinha; Pai; mãe;e uma rápida passagem pela Noruega e quem sabe mais outros lugares batutas!!!

Por enquanto deixo algumas fotos tiradas com com a minha nova maquina, presente de aniversário da familia! Obrigado!


Vistas do alto de umas torres de Chartres. Os campos dourados são trigo na fase de checagem.







Ainda do topo da torre mas agora focando partes da igreja em si












Irmão e cunhada descobrindo a Catedral