Algumas vimagens da janela da cozinha.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Inverno antes da hora
Pois é, como todos tem visto nos jornais, a onda de frio e a neve chegaram bem cedo esse ano.... Hj acordei e pela segunda vez vi o mundo branco... Não que não tenha nevado aqui nos ultimos dias, mas que é a segunda grande queda de neve da temporada. É bonito, é verdade. Dá aquele clima de Natal e tudo mais. Mas na pratica, pra quem não é papai noel é meio chato.
Algumas vimagens da janela da cozinha.

Algumas vimagens da janela da cozinha.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A história se repete
No dia 1 de Fevereiro desse ano minha postagem trazia apenas uma palavra: "vazio..." Era meu sentimento naquele dia, depois de me despedir da Camila no aeroporto.
Me lembro de cada detalhe daquele dia: da volta sozinho no trem, da chegada no apartamento que eu mal tinha me mudado, do frio dentro de casa... e de muitas outras lembranças....
O tempo passou, voou e 9 meses correram desde aquele dia. Não é apenas por causa da velocidade do tempo que a memória daquele dia me vem a cabeça. A sina do priemiro dia de mes bateu a porta novamente: hj 1 de novembro a Camila voltou ao Brasil... E la fomos nós pro aeroporto, tudo de novo...
Mas dessa vez algumas coisas pareciam estar diferentes. Se em fevereiro o aeroporto de partida ficava ao Norte, dessa vez fomos ao Sul. Outro aeroporto, outro caminho, mas a mesma linha de trem.... o caminho dessa vez foi mais bonito e o animo não parecia tão estilhaçado quanto em fevereiro. A chegada em casa tb não foi exatamente a mesma. Dessa vez ela estava quente. Antes era um imovel estranho; mobilhado, mas sem vida. Hj é a minha casa, nossa casa!!
Os proximos meses, assim como os que seguiram a partida da Camila, não serão faceis... mas sinto que há algo de diferente no ar. Se o barbudão estava certo e a história de fato se repete, dessa vez ela não será nem tragédia nem farsa. As boas lembranças e os aprendizados do passado deixam suas marcas de esperança.
Boa chegada Mi!!





Me lembro de cada detalhe daquele dia: da volta sozinho no trem, da chegada no apartamento que eu mal tinha me mudado, do frio dentro de casa... e de muitas outras lembranças....
O tempo passou, voou e 9 meses correram desde aquele dia. Não é apenas por causa da velocidade do tempo que a memória daquele dia me vem a cabeça. A sina do priemiro dia de mes bateu a porta novamente: hj 1 de novembro a Camila voltou ao Brasil... E la fomos nós pro aeroporto, tudo de novo...
Mas dessa vez algumas coisas pareciam estar diferentes. Se em fevereiro o aeroporto de partida ficava ao Norte, dessa vez fomos ao Sul. Outro aeroporto, outro caminho, mas a mesma linha de trem.... o caminho dessa vez foi mais bonito e o animo não parecia tão estilhaçado quanto em fevereiro. A chegada em casa tb não foi exatamente a mesma. Dessa vez ela estava quente. Antes era um imovel estranho; mobilhado, mas sem vida. Hj é a minha casa, nossa casa!!
Os proximos meses, assim como os que seguiram a partida da Camila, não serão faceis... mas sinto que há algo de diferente no ar. Se o barbudão estava certo e a história de fato se repete, dessa vez ela não será nem tragédia nem farsa. As boas lembranças e os aprendizados do passado deixam suas marcas de esperança.
Boa chegada Mi!!
domingo, 24 de outubro de 2010
Viajando 4
Pra fechar o verão fomos trabalhar na Grécia. A estadia foi bem proveitosa para o trabalho, mas também possibilitou escaparmos do frio e das greves parisienses e saborear a comida local!
Fomos a um restaurante indicado por meu pai e almoçamos na sacada com vista pra acropoles de Atenas
Atenas e seu passado incrustrado no presente. Aqui a foto mostra um prédio construído sobre uma igreja do século XVI que ainda recebe os fieis para o culto.
Fomos a um restaurante indicado por meu pai e almoçamos na sacada com vista pra acropoles de Atenas
Viajando 3
Os ultimos meses continuaram bastante movimentados. Muitas boas visitas e viagens!
A consequencia é que meu caderninho de viagens acabou ficando 1 mês sem atualização!!
Vai ser dificil contar tudo que aconteceu, então vou fazer como já fiz antes e contar por meio de fotos.
E que melhor maneira do que começar com uma foto antologica!! Uma raridade que me deixou muito feliz! Pai e Mãe juntos em um ponto de onibus curtindo um dia de início de outono em Paris.

Logo minha mãe teve que ir embora, mas aproveitamos bastante a estadia de meu pai.Visitamos pela primeira vez o castelo de Versailles:
Vista do jardin do Trianon
A caminho do Trianon
Laguinho de Versailles
A consequencia é que meu caderninho de viagens acabou ficando 1 mês sem atualização!!
Vai ser dificil contar tudo que aconteceu, então vou fazer como já fiz antes e contar por meio de fotos.
E que melhor maneira do que começar com uma foto antologica!! Uma raridade que me deixou muito feliz! Pai e Mãe juntos em um ponto de onibus curtindo um dia de início de outono em Paris.

Logo minha mãe teve que ir embora, mas aproveitamos bastante a estadia de meu pai.Visitamos pela primeira vez o castelo de Versailles:
Vista do jardin do Trianon
sábado, 18 de setembro de 2010
Viajando 2: Cluny
De volta às terras gaulesas aproveitamos que eu ia assistir a um coloquio e fomos conhecer Cluny.
Cidadezinha muito charmosa no coração da Borgonha, Cluny é famosa pela ordem monastica que ali foi fundada por volta de 910. Esse grupo monástico se tornou muito forte e rico e se espalhou por toda a Europa muito rapidamente. Por volta de 1100 construiram na cidade uma igreja de tamanho descomunal, nave de cerca de 180 metros de comprimento, que só foi ultrapassada em tamanho no século XVI pela igreja do Vaticano. Na Revolução Francesa a igreja de Cluny virou uma verdadeira pedreira para ser desmontada pelos revolucionários. Apenas uma parte do transepto sul (umas torrezinhas com teto de zinco) foi polpado.
Em torno da igreja, mas ainda dentro nas muralhas da cidade proliferou-se uma rede de casas em estilo romanico (casas de cerca de 1100, com amplas janelas sobre arcos decorados no segundo andar e grantes portas ogivais no terreo). Hoje em dia encontramos ali o maior patrimonio romanico da França.
Oa portais de entrada para as terras da abadia (igreja). dentro do arco da direita vemos as torres que sobraram
Vista da entrada da igreja, imediatamente antes dos torreoes de entrada. A planta baixa da a ideia da igreja
Cidadezinha muito charmosa no coração da Borgonha, Cluny é famosa pela ordem monastica que ali foi fundada por volta de 910. Esse grupo monástico se tornou muito forte e rico e se espalhou por toda a Europa muito rapidamente. Por volta de 1100 construiram na cidade uma igreja de tamanho descomunal, nave de cerca de 180 metros de comprimento, que só foi ultrapassada em tamanho no século XVI pela igreja do Vaticano. Na Revolução Francesa a igreja de Cluny virou uma verdadeira pedreira para ser desmontada pelos revolucionários. Apenas uma parte do transepto sul (umas torrezinhas com teto de zinco) foi polpado.
Em torno da igreja, mas ainda dentro nas muralhas da cidade proliferou-se uma rede de casas em estilo romanico (casas de cerca de 1100, com amplas janelas sobre arcos decorados no segundo andar e grantes portas ogivais no terreo). Hoje em dia encontramos ali o maior patrimonio romanico da França.
Oa portais de entrada para as terras da abadia (igreja). dentro do arco da direita vemos as torres que sobraram
domingo, 12 de setembro de 2010
Viajando 1: os barbaros
Ufa! Faz tempo que não dou notícias! Dias mais corridos, viagens, trabalhos e companhias...
Farei então um breve resumo fotografico:
Há 20 dias fui enfrentar os vikings! É verdade que eram os do Sul, lá de Stavanger, mas foi minha primeira passagem pela Noruega. Viking não vi, nem Troll, só um bando de gente alta, branca, loira e "forte".
Aqui vemos os barbaros se banhando em um fim de tarde de calorentos 18 graus.

Farei então um breve resumo fotografico:
Há 20 dias fui enfrentar os vikings! É verdade que eram os do Sul, lá de Stavanger, mas foi minha primeira passagem pela Noruega. Viking não vi, nem Troll, só um bando de gente alta, branca, loira e "forte".
Aqui vemos os barbaros se banhando em um fim de tarde de calorentos 18 graus.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Enquanto isso na pacata Paris
Legenda:REPORTER: Quando serão as eleições estaduais?
SENHORINHA: Não queronem saber. Eu sou arnaquista e quero que se f* toda a sociedade capitalista.
domingo, 15 de agosto de 2010
Monte Saint Michel
Ontem finalmente conseguimos, eu e o Antônio, ir ao Monte Saint Michel.
A agenda estava apertada. Eu entre compromissos familiares e ele na retissima final para rotornar ao Brasil (volta amanha, dia 16/08).
Com a agenda e a carteira curtas decidimos nos aventurar nas estradas e onibus da terra. 5 horas e meia para ir, 3 horas visitando o monte; e mais 5 horas e meia de estrada na volta. Vcs podem se perguntar: onde ficaram o almoço e a janta nesse cronograma? Pois bem, eles aconteciam em algum momento durante as paradas de 20 minutos na ida e na volta em meio as filas para ir ao banheiro.
Em resumo, não fosse o fato de essa ser a única possibilidade de visitarmos juntos um lugar que haviamos prometido ir desde janeiro, não recomendo esse tipo de viagem.
O lugar em si é realmente incrivel. Apesar do dia de chuva que pegamos, deu pra sentir o local, subir a vielinhas e visitar o mosteiro no topo do monte.
O Monte Saint fica em uma "ilha" em forma de montanha. Usei as aspas pois dependendo do dia e hora é ilha, dependendo é montanha rochosa em meio a um tipo de campo de areia molhada, quase mangue. O que faz a diferença é a maré. Quando ela sobe, tranforma o monte em ilha.
Chegamos lá por volta do meio dia e o monte estava deixando de ser ilha. Quando saimos as 15:30 a agua já tinha ido embora.
Por causa da chuva não deu pra tirar muitas fotos, mas de longe já da pra ter ideia da beleza do local.

Vista de cima da montanha para dento do continente, mostrando o caminho da água. 2 horas depois dessa foto esse rio já tinha desaparecido
A agenda estava apertada. Eu entre compromissos familiares e ele na retissima final para rotornar ao Brasil (volta amanha, dia 16/08).
Com a agenda e a carteira curtas decidimos nos aventurar nas estradas e onibus da terra. 5 horas e meia para ir, 3 horas visitando o monte; e mais 5 horas e meia de estrada na volta. Vcs podem se perguntar: onde ficaram o almoço e a janta nesse cronograma? Pois bem, eles aconteciam em algum momento durante as paradas de 20 minutos na ida e na volta em meio as filas para ir ao banheiro.
Em resumo, não fosse o fato de essa ser a única possibilidade de visitarmos juntos um lugar que haviamos prometido ir desde janeiro, não recomendo esse tipo de viagem.
O lugar em si é realmente incrivel. Apesar do dia de chuva que pegamos, deu pra sentir o local, subir a vielinhas e visitar o mosteiro no topo do monte.
O Monte Saint fica em uma "ilha" em forma de montanha. Usei as aspas pois dependendo do dia e hora é ilha, dependendo é montanha rochosa em meio a um tipo de campo de areia molhada, quase mangue. O que faz a diferença é a maré. Quando ela sobe, tranforma o monte em ilha.
Chegamos lá por volta do meio dia e o monte estava deixando de ser ilha. Quando saimos as 15:30 a agua já tinha ido embora.
Por causa da chuva não deu pra tirar muitas fotos, mas de longe já da pra ter ideia da beleza do local.
Vista de cima da montanha para dento do continente, mostrando o caminho da água. 2 horas depois dessa foto esse rio já tinha desaparecido
Tio, tia e sobrinhas
Os ultimos 10 dias foram divididos entre a função de tio e de pesquisador. Mais tio que pesquisador, é verdade. Mas também, depois de passar meses e meses só como pesquisador eu bem que merecia mudar de papel um pouco. Além do mais com a Camila tendo acabado de chegar por aqui pra ficar uns meses!!!! Algumas imagens desses dias de festa!
Primeiro em dos bosques de Paris, em um barquinho, levando as moças pra passear!
Depois na Disney
Primeiro numa fila
Depois numa das ruas da fantasia
Atravessando uma ponte suspensa e balançante
Sobrinha saboreando sua primeira maça do amor
Sobrinha e tia observando o baile Bela Adormecida
O tio servindo de escada pra sobrinha ver o mesmo baile
Primeiro em dos bosques de Paris, em um barquinho, levando as moças pra passear!
Primeiro numa fila
Depois numa das ruas da fantasia
Atravessando uma ponte suspensa e balançante
Sobrinha saboreando sua primeira maça do amor
Sobrinha e tia observando o baile Bela Adormecida
O tio servindo de escada pra sobrinha ver o mesmo baile
domingo, 1 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Norte
A Normandia é conhecida por ter sido palco do desembarque norte-americano no fim da segunda Grande Guerra. Mas a historia militar ai é longa. Os escandinavos que conquistaram a região (Normandia vem de línguas antigas para “homens do norte”). A igreja da foto me parece ser de forte influência escandinava (a confirmar). Depois foram os senhores da região que atacaram e conquistaram a Inglaterra.
Em meio a toda essa história fomos eu e Antonio ver as belezas naturais daquele lugar famoso por suas falésias. Escolhemos uma pequenina cidade balearea chamada Étretat. Cidade muito charmosa com uma pequena praia de pedras branca onde molhei meus pé e minhas mãos pela primeira vez nessas águas do norte.
A visita foi breve mas deixou boas lembranças de uma paisagem com muralhas gigantescas de um branco forte contrastando com a cobertura verde do topo e o mar claro embaixo. No meio, sempre uma gaivota passando e inundando os ares com seu canto.

Em meio a toda essa história fomos eu e Antonio ver as belezas naturais daquele lugar famoso por suas falésias. Escolhemos uma pequenina cidade balearea chamada Étretat. Cidade muito charmosa com uma pequena praia de pedras branca onde molhei meus pé e minhas mãos pela primeira vez nessas águas do norte.
A visita foi breve mas deixou boas lembranças de uma paisagem com muralhas gigantescas de um branco forte contrastando com a cobertura verde do topo e o mar claro embaixo. No meio, sempre uma gaivota passando e inundando os ares com seu canto.
Sul
No Sul tudo é diferente. O pessoal que estuda a história européia fala mesmo de uma Civilização do Mediterrâneo, como algo singular e diferente dos povos do norte. É verdade de que dessa região eu só conhecia a Grécia, que pra mim já mezzo oriente mezzo ocidente.
Mas ao romper a fronteira de Lyon tive que reconhecer a força desse novo mundo que se abre. O solo muda. As planícies e planaltos com doces elevações dão espaço a irrupções abruptas de rochas e vales ásperos razoavelmente altos e profundos. A rocha mesmo muda, fica mais branca, mas seca, mais.... mediterrânea. A vegetação muda tb. Fica mais rarefeita e seca. Comecei a entender por o arado utilizado no mediterrâneo teria atravancado a economia européia por quase 1000 anos: o equipamento pra revirar essas terras tem necessariamente que ser diferente ao norte. Mas não era só nessa concretude terra-terra que a diferença se fazia presente. Ela se manifestava tb em coisas mais etéreas como o céu mais azul e com menos e mais altas nuvens, uma luminosidade diferente. Por fim até o jeito das pessoas dessas terras pareciam diferentes das do norte. Por tudo isso posso dizer que as fotos abaixo mostram um outro pais que existe dentro da França e que me foi aberto pelo convite de meu irmão a experimentar as coisas e as pessoas locais. Muitissimo obrigado!!!
Em Aix-en-Provence as ruazinhas do centro trazem os nomes em francês e em provençal (uma mistura italiana) mostrando que estávamos chegando em um novo pais.

Ai tb descobri uma jóia da história arquitetônica da igreja. A catedral de Aix possui 3 naves: 1 romanica (século XII), uma gótica (século XIII-XIV) e uma barroca (fim do século XVII). Além disso possui um dos pouquíssimos batistérios galo romanos remanescentes (século V), dá época que o batismo era feito em uma pequena piscina localizado fora da igreja.
Essa igreja, que ainda tem em suas paredes e solo marcas do fórum e do cardum fundador da vila romana, me mostrou como esse mediterrâneo é ainda fortemente romanizado, diferentemente do norte da Europa. Por fim, a igreja possui um pequeno claustro do século XII onde os cônegos iam para se refugiar das atribulações do mundo e onde hj podemos encontrar um interfone usado para chamar os religiosos em seus quartos....

Em Aix fomos recebidos pelo Nicolas e pela Nadia. Ele é francês amigo do Pablo e profundo amante do Brasil e do futebol. Ela é brasileira e de uma extrema gentileza. Fomos muito bem acolhidos e paparicados, com direito a café da manhã na varanda sob o sol e com vista para uma paisagem arborizada ( o que não é pouco para quem passou um duro inverno em Paris!!!).

Com direito a visita a Marselha (fundada por gregos nos idos de 600 antes de cristo),

aos Calanques (uma série de portos naturais rodeados de falésias)

e um jantar há beira da praia onde pude pela primeira vez molhar minhas mãos na sagalda água do mediterrâneo.

Uma etapa da viagem terminando ai, iria começar uma outra teoricamente mais trabalhosa. Iríamos encontrar dois professores colegas do Pablo que nos receberiam em suas casas. Primeiro fomos recebidos pelo Kaes em sua casa para um almoço, mas que antes nos mostrou a montanha rochosa Saint Victoire, imortalizada por pintores com Cézanne.

Depois seguimos com Claudinne para Issambres na região de St Tropez. Uma bela casa com piscina e tudo situada no alto do morro. Assim como os outros habitantes locais, a Claudinne nos recebeu de forma bastante calorosa e nos levou para conhecer lugares bem legais. Foi ali que pela primeira vez me banhei no mar Mediterrâneo e onde comi a melhor Tarte Tatin da minha vida (tudo sem fotos...)!!!! Por fim, fomos conhecer a famosa Saint Tropez.Cidade bonitinha com suas praias cinematográficas .

Lugar de uma chiquesa que chega a incomodar com suas, ferraris, lamborgines e bentles (se é assim q se escreve...) e suas dúzias de barcos de 3 e 4 andares que valem cada um uns 2 milhões de euros.

A riqueza extrema, contrasta com os pedintes sentados ao lado do caixa automático, como se esperando pelas migalhas que podem escapar do bolo que não lhes pertence. Tudo isso sem violência. E nós falando que o problema do Brasil é a desigualdade social.... fosse isso, Saint Tropez não existiria....

Por enquanto é isso. A seguir, o outro extremo
Mas ao romper a fronteira de Lyon tive que reconhecer a força desse novo mundo que se abre. O solo muda. As planícies e planaltos com doces elevações dão espaço a irrupções abruptas de rochas e vales ásperos razoavelmente altos e profundos. A rocha mesmo muda, fica mais branca, mas seca, mais.... mediterrânea. A vegetação muda tb. Fica mais rarefeita e seca. Comecei a entender por o arado utilizado no mediterrâneo teria atravancado a economia européia por quase 1000 anos: o equipamento pra revirar essas terras tem necessariamente que ser diferente ao norte. Mas não era só nessa concretude terra-terra que a diferença se fazia presente. Ela se manifestava tb em coisas mais etéreas como o céu mais azul e com menos e mais altas nuvens, uma luminosidade diferente. Por fim até o jeito das pessoas dessas terras pareciam diferentes das do norte. Por tudo isso posso dizer que as fotos abaixo mostram um outro pais que existe dentro da França e que me foi aberto pelo convite de meu irmão a experimentar as coisas e as pessoas locais. Muitissimo obrigado!!!
Em Aix-en-Provence as ruazinhas do centro trazem os nomes em francês e em provençal (uma mistura italiana) mostrando que estávamos chegando em um novo pais.
Ai tb descobri uma jóia da história arquitetônica da igreja. A catedral de Aix possui 3 naves: 1 romanica (século XII), uma gótica (século XIII-XIV) e uma barroca (fim do século XVII). Além disso possui um dos pouquíssimos batistérios galo romanos remanescentes (século V), dá época que o batismo era feito em uma pequena piscina localizado fora da igreja.
Em Aix fomos recebidos pelo Nicolas e pela Nadia. Ele é francês amigo do Pablo e profundo amante do Brasil e do futebol. Ela é brasileira e de uma extrema gentileza. Fomos muito bem acolhidos e paparicados, com direito a café da manhã na varanda sob o sol e com vista para uma paisagem arborizada ( o que não é pouco para quem passou um duro inverno em Paris!!!).
Com direito a visita a Marselha (fundada por gregos nos idos de 600 antes de cristo),
aos Calanques (uma série de portos naturais rodeados de falésias)
e um jantar há beira da praia onde pude pela primeira vez molhar minhas mãos na sagalda água do mediterrâneo.
Uma etapa da viagem terminando ai, iria começar uma outra teoricamente mais trabalhosa. Iríamos encontrar dois professores colegas do Pablo que nos receberiam em suas casas. Primeiro fomos recebidos pelo Kaes em sua casa para um almoço, mas que antes nos mostrou a montanha rochosa Saint Victoire, imortalizada por pintores com Cézanne.
Depois seguimos com Claudinne para Issambres na região de St Tropez. Uma bela casa com piscina e tudo situada no alto do morro. Assim como os outros habitantes locais, a Claudinne nos recebeu de forma bastante calorosa e nos levou para conhecer lugares bem legais. Foi ali que pela primeira vez me banhei no mar Mediterrâneo e onde comi a melhor Tarte Tatin da minha vida (tudo sem fotos...)!!!! Por fim, fomos conhecer a famosa Saint Tropez.Cidade bonitinha com suas praias cinematográficas .
Lugar de uma chiquesa que chega a incomodar com suas, ferraris, lamborgines e bentles (se é assim q se escreve...) e suas dúzias de barcos de 3 e 4 andares que valem cada um uns 2 milhões de euros.
A riqueza extrema, contrasta com os pedintes sentados ao lado do caixa automático, como se esperando pelas migalhas que podem escapar do bolo que não lhes pertence. Tudo isso sem violência. E nós falando que o problema do Brasil é a desigualdade social.... fosse isso, Saint Tropez não existiria....
Por enquanto é isso. A seguir, o outro extremo
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