sábado, 21 de novembro de 2009

Levi-straussiando


Na quinta-feira passada deu 1 mês que cheguei em terras gaulesas. Apesar da dificuldade que insiste em atormentar minha comunicação com os locais, acho que as coisas começam a entrar nos trilhos; acho que começo a dar meus primeiros passos de bebe (ou a engatinhar)rumo a camuflagem socio-cultural que se impõe a minha sobrevivencia nessa tribo.
Começo a perceber que não se trata apenas de uma questão de lingua falada (ou ouvida). A maneira de cantar e gesticular a lingua é fundamental para minha imersão nessa sociedade. Conhecer bem a gramática não basta; é necessária toda uma retórica, i.e., uma prática, uma reeducação muscular de fundo,para conseguir fazer os biquinhos ou mexer cabeça e ombros à moda francesa (isso pra não falar da maior reeducação muscolo-retórica que é a re-organização das idéias e que poderíamos resumir como uma praxis "metodico-objetiva").
Pois bem, dei mais um passo nessa tentativa de me inserir nessa sociedade um tanto peculiar. Todos vcs sabem como gosto de música. Desde o Brasil eu tinha planos de comprar um mp3 player para poder me acompanhar durante os multiplos deslocamentos nessa cidade. Acontece que comecei a perceber que seria bom juntar a esse utensílio de sobrevivência um outro: uma camera fotografica (para facilitar a captura de imagens peculiares que eu as vezes encontro em meu caminho). Passei então a procurar nos entrepostos locais algum utensílio que possuísse as duas ferramentas. Isso me levou a perceber que o mais prático seria inserir também um telefone portatil nesse canivete tecnológico.
Depois de semanas evitando assumir o gasto material que envolveria tal transação com os nativos descobri que poderia aproveitar a ocasião para reforçar minha minha camuflagem. Todos aqui andam com celulares ou mp3 players sensiveis ao toque. Por isso decidi encostar meu celular velho (que além de não estar funcionando direito, denunciava minha marginalidade tecnológica em relação aos autoctones)e adiquirir um adorno que além de facilitar e tornar minha estadia mais agradavel pode me fazer passar mais desapercebido em meio aos habitantes locais.
Para conhecerem esse curioso utensilio, vejam o video ao lado, que explica, na lingua nativa, as propriedades e os símbolos que ele carrega.

Agora, a próxima etapa de transculturação envolverá as vestimentas locais... mas isso fica para depois, quando tiver ao meu lado minha assessora para assuntos estéticos.

2 comentários:

  1. oi Filho,


    Como te falei antes, tb eu preciso me adequar tecnologicamente. Por isso estou postando um comentário pela primeira vez ao invés de te mandar um e-mail. Teu irmão comprou um Sansung parecidíssimo.Pode ser o mesmo modelo. Foi meu presente de aniversário. Se vc preferir, esse mimoso objeto pode ser meu presente de natal para vc. Para mim seria bem adequado, já que nunca sei o que dar pra vcs nestas datas. Pense e me fale.

    Beijo
    Pai

    ResponderExcluir
  2. olha, eu ia até citar partes do seu post que eu precisei dar uma pensada... mas eu entendi.
    cê tem que aprender a falar essa porra dessa língua direitinho e pra isso comprou um mimo, né?

    hahaha, tô brincando.
    achei brilhante a parte "isso pra não falar da maior reeducação muscolo-retórica que é a re-organização das idéias e que poderíamos resumir como uma praxis "metodico-objetiva")."

    deu até um medo.

    ResponderExcluir